sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mais palavras; sem sentido.

Dos desejos que possuo, das verdades que construo e dos poderes que finjo possuir, o que fica em mim é bem mais fraco e inexato. Da máscara que criei consigo olhares admirados; das palavras que escolhi em minha boca, sinto uma voz abafada quase em um sussurro numa noite negra badalada por luzes de neon em festas sinuosas. Do que sou e mostro, o que tenho em mim é bem menos do que realmente encanto. O que sei de mim é cru e nu, é essencial e simples. Aqui, dentro de mim, não há poses. Sei bem o que sou e de como gosto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

(...)


O segredo agora está velado, somente o herdeiro o possui. Nas catacumbas, jazem os ossos dos peregrinos, perdidos em sua . A emancipação do viajante torna-se real, agora ele segue seu destino, deixando para trás a infelicidade de sua realização. Murmúrios ouvem-se atrás da grande parede, erigidas com ossos e sangue, são os que lá ficaram detidos à própria sorte, não mais serão necessários, nem mesmo suas inquietudes duvidosas hão de voltar a se manifestar. Dentre os escolhidosapenas um compartilhará seu caminho e esse caminho será marcado com seu próprio sangue e suor. Caminhos sinuosos, mas com um destino almejado. O grande marco erigido pelos antigos, será agora, o ponto onde todos os caminhos se convergem. Enfim a solidão da noite acabou, durante o cenário sombrio, o grande guerreiro, enfim... Vence o seu próprio inferno.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Infortúnio.

Venho vivendo um dilema. Tenho de largar minha religião, meu santuário, o local em que me sinto bem e em paz, pois minha sogra tem uma religião diferente e não aceita a minha. Sim, tenho de largar, pois ainda vivemos na casa dela, ela quem dá as cartas. A cada dia que passa, a cada informação que recebo, sobre evangélicos, sinto mais repugnância. Não pela religião, respeito a deles. Sim, pelo fanatismo que os consomem. Acham que são os donos da verdade e que podem mandar, pois para eles, o certo é que eles acham, não existem opiniões diferentes. Pura hipocrisia. Não suporto o modo prepotente que eles tem de julgar uma pessoa pelo que ela é, ou deixa de ser. Não suporto o modo que eles usam, para denegrir a imagem de alguém, por seus aspectos pessoais. Fanatismo é loucura. O que fazer? Largar minha religião, para ser feliz com minha namorada, e continuar sentindo este vazio enorme, que sentia antes de me tornar espírita. Ou, continuar com a minha religião, passando por cima do preconceito ridículo, da minha sogra? Eis a questão e a decisão tem de ser tomada em breve. Infortúnio, é.