quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pode invαdir ou chegαr com delicαdezα, mas não tão devαgαr que me fαçα dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidαr. Acordo pelα mαnhã com péssimo humor. Não toque constαntemente em mim, mαs toque ás vezes, principαlmente nos cαbelos e mintα sobre minhα nocαuteαnte belezα. Me fαçα sentir sαudades, conteαlgumαs coisαs que me fαçαm rir, mαs não conte piαdαs e nem sejα preconceituoso. Viαje αntes de me conhecer; sofrα αntes de mim, pαrα reconhecer-me um porto, um αlbergue dα juventude. Acredite nαs verdαdes que digo e também nαs mentirαs, elαs serão rαrαs e sempre por umα boα cαusα. Respeite meu choro, me deixe sozinhα, só volte quαndo eu chαmαr e, não me obedeçα sempre, tαmbém gosto de ser contrαriαdα. Não se vistα tão bem. . . gosto de cαmisα pαrα forα dα cαlçα, gosto de brαçosgosto de pernαs e muito de pescoço. Reverenciαrei tudo em você que estiver α meu gosto: bocα, cαbelos, e um joelho esfolαdo; você tem que se esfolαr ás vezes, mesmo nα suα idαde. Nem escrαvo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolhα um pαpel pαrα você que αindα não tenhα sido preenchido e o invente muitαs vezes. Goste de músicα e de sexo. Goste de um esporte não muito bαnαl. Não invente de querer muitos filhos, me cαrregαr pαrα α missα, αpresentαr suα fαmíliα. . . isso α gente vê depois, se cαlhαr. Deixe eu dirigir o seu cαrro. Quero ver você nervoso, inquieto, surpreso. Não me conte seus segredos. Não fume, bebα, chore, elejα αlgumαs contrαvenções. Me rαpte. E depois de tudo, tαlvez eu sejα suα, um diα.

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Vivo seguindo a leis de algo instável. Olhando as nuvens desenhando figuras e colorindo meus olhos ao entardecer, para ser levada sem dificuldade para a noite inevitável. Carregada para dentro de mim e do meu mundo esquisito, pintado pela insônia que me persegue a cada fechar de olhos, arrastando meus sentidos pela noite eterna. Mas eu ainda sou capaz de lembrar-me dos sons e de como era tudo mais bonito, mas ainda com a culpa de não saber se estava dormindo ou se estava acordada, pois se fosse um sonho que perdurasse eu seria capaz de acreditar. Sentir-me como uma bateria, com picos de energia e viciada em algo ainda mais instável. E quão grande é a capacidade de coisas pequenas para mudar o nosso humor. Uma inabalável lista de medos, medo de ficar no escuro sem me decidir, medo de não saber o que fazer ou para onde ir. Estranhando as coisas ao meu redor, sem extinto de preservação, implorando desculpas para os objetos, fazendo mesuras e fetos. Sofrendo de uma curiosidade momentânea, pois logo ao olhar para o céu tudo passara a ser nostalgia. Sendo plenamente capaz de... de sofrer, pois é isso que me torna humana e me puxa de volta para essa realidade sufocante, onde os sons não passam de fantasmas. Abrir meus olhos e deparar com a ambiguidade, de sentir falta do/e ser amado. Onde, onde esta a compreensão da noite que eu tinha ao entardecer? Pois ao ser vencida e aceitar a derrota em troca que me digam o caminho de volta para a sanidade é que me sinto uma flor sem ser beijada, um anjo sem assas. Pois estarei sendo vendida e não comprada, para ser o azul no meio do vermelho, uma mentira inventada na frente do espelho. Perdida no fim do jogo, pois eu realmente não deveria estar aqui.

Pagando eternamente o preço do erro de ver as palavras fugindo de minha boca
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apesar do medo, escolho a ousadia. Ao conforto das algemas, prefiro a dura liberdade. Vôo com meu par de asas tortas, sem o tédio da comprovação. Opto pela loucura, com um grão de realidade: meu ímpeto explode o ponto, arqueia a linha, traça contornos para os romper. Desculpem, mas devo dizer: eu quero o delírio.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mais palavras; sem sentido.

Dos desejos que possuo, das verdades que construo e dos poderes que finjo possuir, o que fica em mim é bem mais fraco e inexato. Da máscara que criei consigo olhares admirados; das palavras que escolhi em minha boca, sinto uma voz abafada quase em um sussurro numa noite negra badalada por luzes de neon em festas sinuosas. Do que sou e mostro, o que tenho em mim é bem menos do que realmente encanto. O que sei de mim é cru e nu, é essencial e simples. Aqui, dentro de mim, não há poses. Sei bem o que sou e de como gosto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

(...)


O segredo agora está velado, somente o herdeiro o possui. Nas catacumbas, jazem os ossos dos peregrinos, perdidos em sua . A emancipação do viajante torna-se real, agora ele segue seu destino, deixando para trás a infelicidade de sua realização. Murmúrios ouvem-se atrás da grande parede, erigidas com ossos e sangue, são os que lá ficaram detidos à própria sorte, não mais serão necessários, nem mesmo suas inquietudes duvidosas hão de voltar a se manifestar. Dentre os escolhidosapenas um compartilhará seu caminho e esse caminho será marcado com seu próprio sangue e suor. Caminhos sinuosos, mas com um destino almejado. O grande marco erigido pelos antigos, será agora, o ponto onde todos os caminhos se convergem. Enfim a solidão da noite acabou, durante o cenário sombrio, o grande guerreiro, enfim... Vence o seu próprio inferno.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Infortúnio.

Venho vivendo um dilema. Tenho de largar minha religião, meu santuário, o local em que me sinto bem e em paz, pois minha sogra tem uma religião diferente e não aceita a minha. Sim, tenho de largar, pois ainda vivemos na casa dela, ela quem dá as cartas. A cada dia que passa, a cada informação que recebo, sobre evangélicos, sinto mais repugnância. Não pela religião, respeito a deles. Sim, pelo fanatismo que os consomem. Acham que são os donos da verdade e que podem mandar, pois para eles, o certo é que eles acham, não existem opiniões diferentes. Pura hipocrisia. Não suporto o modo prepotente que eles tem de julgar uma pessoa pelo que ela é, ou deixa de ser. Não suporto o modo que eles usam, para denegrir a imagem de alguém, por seus aspectos pessoais. Fanatismo é loucura. O que fazer? Largar minha religião, para ser feliz com minha namorada, e continuar sentindo este vazio enorme, que sentia antes de me tornar espírita. Ou, continuar com a minha religião, passando por cima do preconceito ridículo, da minha sogra? Eis a questão e a decisão tem de ser tomada em breve. Infortúnio, é.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Seu corpo.

“Eu gosto do seu corpo, eu gosto de como ele faz.”
A textura da sua pele branca, macia como as nuvens de algodão de um mundo inexistente, entrando em contato com a minha, proporciona uma sensação de paz e prazer. Seus olhos castanhos, me fitando, sua boca cor-de-rosa, iniciando um beijo suave e apaixonado, colada a minha. Sua língua, explorando cada canto da minha boca, vindo de encontro a minha. Suas curvas, minuciosamente esculpida pelos Deuses. Seu corpo completamente desenhado, de uma maneira incrivelmente arrasadora, colado ao meu. Sinto o sutil tremor de excitação do meu corpo, um arrepio percorrendo da minha coluna, até os meus últimos fios de cabelo. Tudo em você, me alucina, me deixa louco.