sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Seu corpo.

“Eu gosto do seu corpo, eu gosto de como ele faz.”
A textura da sua pele branca, macia como as nuvens de algodão de um mundo inexistente, entrando em contato com a minha, proporciona uma sensação de paz e prazer. Seus olhos castanhos, me fitando, sua boca cor-de-rosa, iniciando um beijo suave e apaixonado, colada a minha. Sua língua, explorando cada canto da minha boca, vindo de encontro a minha. Suas curvas, minuciosamente esculpida pelos Deuses. Seu corpo completamente desenhado, de uma maneira incrivelmente arrasadora, colado ao meu. Sinto o sutil tremor de excitação do meu corpo, um arrepio percorrendo da minha coluna, até os meus últimos fios de cabelo. Tudo em você, me alucina, me deixa louco.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir.


Sentado, a beira da praia, acompanhado de um maço de cigarros e uma garrafa de uísque, vejo o sol se pôr. O céu encontra-se numa mistura de cores, e exatamente ao centro, existe uma grande linha negra, que separa o dia, da noite. Um trago no cigarro, um gole na bebida, e num súbito piscar-de-olhos, o crepúsculo atinge seu auge, tomando toda a extensão da cidade, com uma negritude inquietante. As primeiras estrelas, começam a surgir ao céu, dou uma olhada ao meu redor, e percebo que estou sozinho. Mais um trago, mais um gole, e meus globos oculares deslizam para o alto, fitando o céu breu, a não ser por minúsculas estrelas, que vão ressurgindo, depois de um longo dia de espera. A lua, encontra-se ao topo, linda e brilhante, olhando para todos. O som das ondas, quebrando nas pedras rochosas, formadas com o tempo, me transmite uma intensa sensação de calmaria, que é suprida por um barulho irritante, vindo do meu bolso. O celular toca, dou uma olhada no visor que marca o nome: "Mãe." Desligo o celular, não quero ser incomodado, não quero que ninguém fale comigo. Só necessito daquele momento só para mim, um momento em que eu possa refletir sobre meus erros, e sobre minha vida. Um momento meu, e que não abro mão.    

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Palavras ao vento.

Os esgotos te regurgitam, os céus o cospem fora. De trágicas atmosferas renasces novamente, dentro do seu mundo de extravagâncias. Te ocupas de desejos feitos de fatais pretensões, até o começo do final dos tempos. Há esperança onde vives? As pessoas têm mudado? Deixa-te feliz você ser tão estranho? E no seu mais negro momento, seguras a chama do mistério. Dá para ver o mundo consumido em sua própria dor, estranho. Os replays passam por você, abandonas tuas visões para espreitar por trás da claridade; cor de cristal. Cobertura despedaçada, Rei ateu dos anjos revoltosos acabando com o fim. Os Zepelins chovem as armas da vida em desastre, uma sombra repousa, desafiando o futuro planejado.Mande um pulso do seu coração ao vazio gritando em você, reviva as imagens que por acaso passaram. O mundo está perdido e cansado e somos carne e sangue a desintegrar, sem nada mais para odiar. Nascidos da destruição, os últimos numa fila de últimos; Pálido príncipe de um palácio partido. E aí vem o reino, despencando destruído, soberano de um lugar de nada, de covardia e concessões. Os ponteiros pararam, os céus não podem ignorar, é tudo o que restou. O eco lança para longe a sombra perdida. O Começo é o fim; é o começo, pois a cidade tem medo de você. Ela viu sua verdadeira face