quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir.


Sentado, a beira da praia, acompanhado de um maço de cigarros e uma garrafa de uísque, vejo o sol se pôr. O céu encontra-se numa mistura de cores, e exatamente ao centro, existe uma grande linha negra, que separa o dia, da noite. Um trago no cigarro, um gole na bebida, e num súbito piscar-de-olhos, o crepúsculo atinge seu auge, tomando toda a extensão da cidade, com uma negritude inquietante. As primeiras estrelas, começam a surgir ao céu, dou uma olhada ao meu redor, e percebo que estou sozinho. Mais um trago, mais um gole, e meus globos oculares deslizam para o alto, fitando o céu breu, a não ser por minúsculas estrelas, que vão ressurgindo, depois de um longo dia de espera. A lua, encontra-se ao topo, linda e brilhante, olhando para todos. O som das ondas, quebrando nas pedras rochosas, formadas com o tempo, me transmite uma intensa sensação de calmaria, que é suprida por um barulho irritante, vindo do meu bolso. O celular toca, dou uma olhada no visor que marca o nome: "Mãe." Desligo o celular, não quero ser incomodado, não quero que ninguém fale comigo. Só necessito daquele momento só para mim, um momento em que eu possa refletir sobre meus erros, e sobre minha vida. Um momento meu, e que não abro mão.    

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