sexta-feira, 14 de maio de 2010


Vivo seguindo a leis de algo instável. Olhando as nuvens desenhando figuras e colorindo meus olhos ao entardecer, para ser levada sem dificuldade para a noite inevitável. Carregada para dentro de mim e do meu mundo esquisito, pintado pela insônia que me persegue a cada fechar de olhos, arrastando meus sentidos pela noite eterna. Mas eu ainda sou capaz de lembrar-me dos sons e de como era tudo mais bonito, mas ainda com a culpa de não saber se estava dormindo ou se estava acordada, pois se fosse um sonho que perdurasse eu seria capaz de acreditar. Sentir-me como uma bateria, com picos de energia e viciada em algo ainda mais instável. E quão grande é a capacidade de coisas pequenas para mudar o nosso humor. Uma inabalável lista de medos, medo de ficar no escuro sem me decidir, medo de não saber o que fazer ou para onde ir. Estranhando as coisas ao meu redor, sem extinto de preservação, implorando desculpas para os objetos, fazendo mesuras e fetos. Sofrendo de uma curiosidade momentânea, pois logo ao olhar para o céu tudo passara a ser nostalgia. Sendo plenamente capaz de... de sofrer, pois é isso que me torna humana e me puxa de volta para essa realidade sufocante, onde os sons não passam de fantasmas. Abrir meus olhos e deparar com a ambiguidade, de sentir falta do/e ser amado. Onde, onde esta a compreensão da noite que eu tinha ao entardecer? Pois ao ser vencida e aceitar a derrota em troca que me digam o caminho de volta para a sanidade é que me sinto uma flor sem ser beijada, um anjo sem assas. Pois estarei sendo vendida e não comprada, para ser o azul no meio do vermelho, uma mentira inventada na frente do espelho. Perdida no fim do jogo, pois eu realmente não deveria estar aqui.

Pagando eternamente o preço do erro de ver as palavras fugindo de minha boca
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