Teve uma época na minha vida, que nada dava certo. Tive problemas com a minha mãe, devido a minha opção sexual. Brigávamos muito, diariamente. Se ela não fosse evangélica, tenho certeza que as coisas não seriam assim, ela teria conversado comigo, ao invés de gritar como uma louca. Até que um belo dia, ela resolveu me expulsar de casa, disse que não aceitaria um homossexual dentro do matrimônio dela, eu fiquei em silêncio, deitado na minha cama. Ela havia pensado, que aquilo não teria peso algum, e que eu continuaria ali, ouvindo as palavras levianas dela. Eu sou ariano, tenho o gênio forte e não ficaria nem mais um segundo, na mesma casa que ela. Na mesma noite, arrumei minhas coisas, e fui dormir normalmente. No dia seguinte, fui para a casa de uma amiga minha, estava sem chão, desolado, melancólico. Poucos, foram as pessoas que me ofereceram ajuda, poucas foram as pessoas, que continuaram ao meu lado, na hora da dificuldade. Somente o cigarro e uma garrafa de uísque me fizeram companhia, nas noites frias e solitárias. Eu queria realmente, fugir da realidade, me embebedar e não ligar para mais nada. Foi o que fiz. Tenho muita raiva, quando alguém chega para mim e diz: "Para de fumar, isso faz mal." Falar, é realmente muito fácil, mas, você não esteve ao meu lado, quando tudo ao meu redor desabou, você não esteve lá, para me dar uma palavra de conforto. Fumo sim, e gosto. Sei que isso me mata aos poucos, que cada cigarro são menos cinco minutos de vida. Mas, a morte é uma conseqüência.
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